Os labirintos de Érica Azevedo

Labirintos/ Fado ou fato

No centro do labirinto
a vida pulsa.

Perdemos tempo
procurando uma saída.

 

O poeta e o labirinto

O poeta não está morto.
Apenas agoniza no labirinto
                  da linguagem
buscando decifrar
sua própria face.

A cada verso encontrado
um enigma se refaz.

 

Alucinação

Vejo tua voz como mar.
Sinto teu cheiro como chuva.
Imagino teu corpo lua.

Penso teu rosto
em meu sorriso
e me vejo inundada,
louca,
leve,
chuva.
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Foto: Lílian Almeida

Érica Azevedo (A chuva e o labirinto: Mondrongo, 2017)

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