Três canções de amor e dengo

Vermelhor

Se passar um ônibus vermelho
Ela me ama
Quer apostar?
Ah… assim não tem graça
Vermelha é a cor dessa frota
Sem graça é você
Não sabe nem colorir um sonho

 

Céu de Ayrá

Nuvem de urucum e magma
A caminho de Andômeda
Abraçavam o Sol
Sonolento

Da máquina fotográfica
O registro em água e ouro
Revelação
Minha

 

À mulher consagrada a Iemanjá

Amada
Não procure poemas teus
Nesse cascalho de bobagens minhas
Enquanto te amei
Não escrevi poemas a ti
Ocupada demais estive
Em ser feliz

Cidinha da Silva (Canções de amor e dengo, Edições Me Parió Revolução, 2016)

 

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