A adestradora de galinhas

As férias acabaram e eu ia voltar para casa. As galinhas já haviam aprendido tudo, até tristeza de férias quando acabam. No último dia ficaram quietinhas, sem fazer nada, a família toda olhando para mim como quem dizia assim: o amor é este mistério, começa mesmo do nada e é uma coisa sem fim. E, em silêncio, agradeci a Deus do céu por elas. E sei que elas agradeceram ao seu Deus da terra, por mim.

Tudo que está distante da gente é como se estivesse morto. Mas a gente não deixa de gostar porque está distante ou morto. Eu precisava aprender a ficar sozinha sem minhas galinhas. Quando a gente ama, nunca está sozinho, está sempre acompanhado de quem a gente gosta, pelo carinho. Eu nunca mais seria sozinha nem estaria sozinha, porque agota eu amava as galinhas.

Adelice Souza - Lançamento de livro-001

Adelice Souza.

Fragmento de A adestradora de galinhas (Editora Kaligrafias, 2013)

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