Molesquine – II

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Foto: Lílian Almeida

 

 

O computador ligado, a caixa de e-mail. Abria-os, lia e passava para o seguinte. Bilhetes, recados, palavras. Um amor em cada e-mail aberto, uma mulher para cada romance, a cada história uma marca. A compulsão por dramaturgia, os truques de mágica, a fase de escutar muito rock, o livro de Vinícius e os sonetos decorados. Numa das mensagens, a frase de Lúcio. O amor é o que move o ser humano.  Cada homem, uma paixão. O que me move? A pergunta ficou rodando no vazio.  Demorou para encontrar resposta. Faltava-se. Só pode ser o amor, que me leva para escrever todos esses e-mails ridículos e bonitos. Fechou as mensagens, desligou o notebook e acreditou que o amor a levava para a caixa de entrada do outro. Ah, o amor, tão velho, tão novo, nas cartas, nos e-mails. Continua lá, qualquer que seja a caixa. E ridiculamente dentro de quem escreve.

Lílian Almeida

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