Subindo a serra

Serra gaúcha - Lílian Almeida

Percorrer caminhos novos, eis o que faço agora.

Pinheiros e araucárias acenam velozmente pelo vidro.  A serra esfria o quente do meu corpo. É íngreme: o frio e a estrada apontando o azul. Emaranho-me em verdes, brancos, azuis, lilases… oferta de cores da vida pulsante. Inebriante ar invade o meu nariz, a cavidade é pequena, tanto ar, mais ar, muito ar, todo ar, aaaaarrrrr.

Amarelos, vermelhos, roxos, verdes compõem tapetes de flores e folhas. Em comunhão com meu sentimento violeta rarefaço-me, diluída no vento, na relva, na pétala, no sol. Una, já não estou, eu sou.

Lílian Almeida

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