A esfinge

A esfinge

 

Revesti-me de mistério

Por ser frágil,

Pois bem sei que decifrar-me

É destruir-me.

 

No fundo, não me importa

O enigma que proponho.

 

Por ser mulher e pássaro

E leoa,

Tendo forjado em aço

As minhas garras,

É que se espantam

E se apavoram.

 

Não me exalto.

Sei que virá o dia das respostas

E profetizo-me clara e desarmada.

 

E por saber que a morte

É a última chave,

Adivinho-me nas vítimas que estraçalho.

 

Myriam Fraga

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